A Odontofobia é o medo dos tratamentos dentários. Esta pode estar relacionada ou associada a outras fobias nomeadamente, medo de agulhas, médicos, clínicas, consultórios e medo de sentir dor.

Julga-se que 50% da População mundial tem algum tipo de medo de ir ao dentista, ou pelo menos sofre de algum tipo de ansiedade durante os tratamentos.

 

Este medo por vezes resulta de experiências vividas durante tratamentos menos positivos, direta ou indiretamente. Por vezes basta a criança assistir ou ver um adulto expressar medo ou ansiedade perante tratamentos dentários pode influenciar e trazer uma resposta negativa ao ponto de induzir a ansiedade na criança perante tratamentos futuros. Alguns filmes de terror relacionados com dentistas também podem influenciar ou potenciar a fobia, principalmente nos pacientes ansiosos, programas televisivos, entre outros. O próprio ambiente da clínica pode potenciar a ansiedade nomeadamente os cheiros os barulhos dos micromotores as fardas etc.

 

Sinais e sintomas da Odontofobia

 

  • Choro, tensão, transpiração, náuseas.
  • Ataque de pânico
  • Marcação e desmarcação ou falta regular ás consultas
  • Não colaboração com os tratamentos propostos
  • A não comparência regular ao dentista por falta de vontade própria, intensifica os problemas na saúde oral aumentando o grau gravidade dos problemas orais.
  • O não tratamento da saúde oral ao longo da vida do paciente, por vezes acarreta um isolamento do paciente criando problemas psicológicos e de integração social.

 

Como tratar ou prevenir a odontofobia

Em casos mais extremos de odontofobia é necessário criar uma linha de apoio psicológico com o médico psiquiatra ou mesmo fazendo psicoterapia com um psicólogo clínico, no sentido de criar uma estabilidade psicológica, eliminando os medos existentes de forma a preparar o paciente para o tratamento. A psiquiatria colmata estas fobias como também pode prescrever alguns medicamentos que vão ajudar ao relaxamento do paciente pré e pós consulta. Muitas clínicas dentárias trabalham com psicólogos que podem fornecer ferramentas e recursos para aliviar a ansiedade do paciente, usando técnicas de relaxamento controle da respiração e meditação, praticado antes e durante o tratamento, O simples uso de “bolas anti-stress” pode de alguma forma relaxar o paciente antes e durante o tratamento.

No caso das crianças é necessário e indispensável o apoio da família direta promovendo um trabalho de casa no sentido de ajudar, apoiar e incentivar a criança a efetuar os tratamentos. Contudo este apoio não significa que devemos super proteger a criança durante o tratamento, os pais devem de preferência estar fora do consultório apenas entrando por alguns segundos apenas garantido a sua presença é criança. É importante que os pais deleguem a responsabilidade à criança durante a consulta criando uma melhor interação com o médico dentista.

 

Neste sentido e acreditando no que escrevo, até perder o medo um paciente terá de ter uma terapia introdutória aos tratamentos ou seja implica possa ser necessário uma consulta para que seja explicado não só o tratamento como também algumas das questões que o paciente possa ter duvidas. Assim é explicado: “que vou fazer”, “para que serve o tratamento as máquinas entre vários outros pormenores.

Pode ser necessário várias consultas até o paciente ganhar alguma confiança, posto isso basta manter essa confiança e apoiar a sua decisão e tudo irá correr como inicialmente planeado.

 

“Lembrem-se a ida regular ao dentista preserva a saúde oral e previne tratamentos complexos no futuro”.

Dr. Luís Forte Martins
Diretor Clínico | Licenciatura Anatomia Patológica | Mestrado Integrado Medicina Dentária | Áreas de interesse : Patologia Oral | Ortodontia | MD Generalista